Economia do Futuro
Para evitar um desastre climático, precisamos mudar a forma como produzimos e consumimos quase tudo. Mas a boa notícia é que uma nova economia já começou a ser criada. Esse podcast é para quem quer conhecer as tecnologias, as empresas, as políticas públicas e as pessoas envolvidas na construção da economia do futuro. Aqui você aprende sobre mercados de carbono, energias renováveis e o papel do Brasil nesse novo mundo - sem catastrofismo e sem greenwashing. Conduzido de forma crítica - mas otimista - pela jornalista Melina Costa, baseada em Berlim.
Economia do Futuro
O Brasil no G20, países endividados e a crise climática
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Uma nova crise da dívida soberana está se formando entre os países em desenvolvimento. Desde a crise financeira de 2008, a dívida externa das economias emergentes mais do que dobrou, chegando a 3,6 trilhões de dólares. E agora, com o aumento dos juros no mundo desenvolvido, as economias emergentes estão com dificuldades para captar recursos e se refinanciar.
O alto endividamento é grave porque reduz a quantidade de recursos disponíveis para o combate à pobreza e para o desenvolvimento. E mais do que isso: os países mais sobrecarregados são exatamente aqueles mais vulneráveis às mudanças climáticas e que deveriam estar investindo na mitigação dos seus efeitos.
O episódio de hoje é uma conversa com Marina Zucker-Marques, pesquisadora da School of Oriental and African Studies da Universidade de Londres. Ela faz parte de um projeto de pesquisa que pede o alívio da dívida para um grupo de 69 países que enfrentam problemas de solvência ou que estão muito perto disso.
O Brasil não está nesse grupo - mas pode vir a ocupar papel de protagonista nessa história. Em primeiro de dezembro, o Brasil assume pela primeira vez a presidência rotativa do G20, o grupo que reúne as principais economias do mundo. O G20 também é o principal fórum de negociação internacional de dívida soberana. Em discurso recente, Lula citou a "insustentável dívida externa dos países mais pobres", e anunciou que o Brasil deve usar sua posição no G20 para promover o desenvolvimento sustentável e a reforma do sistema de governança internacional. Mas como isso vai se dar na prática, ainda não está claro.
Nesta entrevista, Marina explica como a crise da dívida dos países de renda baixa chegou à atual situação e o que precisaria ser feito para liberar recursos para o desenvolvimento.
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